sábado, 19 de fevereiro de 2011

Capital intelectual: a nova vantagem competitiva



Desde os primórdios, o Capital Intelectual manifesta-se em todas as ações da vida, nas decisões e até mesmo na sobrevivência da espécie humana, e é a partir de bem pouco tempo que as organizações e seus administradores vêm percebendo a sua influência e suas implicações nos resultados empresariais. Os ativos intangíveis, como as qualificações dos funcionários, a tecnologia da informação e os incentivos à inovação, por exemplo, podem desempenhar papel preponderante na criação de valor para a empresa. Os sistemas tradicionais de mensuração, não foram concebidos para lidar com a complexidade desses ativos, cujo valor é potencial, indireto e dependente do contexto. Os ativos baseados no conhecimento devem ser avaliados com extrema cautela, porque seu impacto sobre o destino de qualquer negócio é tremendo. Para Sveiby (2000), muito mais do que contribuir para a valorização total da empresa, o conhecimento é à base de sua estrutura interna e externa. Para poder competir e enfrentar os desafios de um mercado cada vez mais exigente, as empresas têm que investir em recursos humanos. Drucker (1996) diz que os meios de produção, a base tradicional do capitalismo, estavam, agora, nas cabeças e mãos dos trabalhadores.

Os fatores clássicos de produção nos dias de hoje, conforme Edvinsson & Malone (1998), não são mais os principais responsáveis pela criação do valor de mercado. O capital em forma de imobilizado e o trabalho na velha concepção de mão-de-obra cedeu o lugar a fatores que, na falta de melhor expressão, designamos por intangíveis. Os ativos intelectuais tornaram-se os elementos mais importante no mundo dos negócios.

Bateson apud Raupp (2001) dizia que existem cinco tipos de criaturas no mundo. Primeiro, as que somente são. Segundo, as que são e vivem. Terceiro, as que são, vivem e se movem. Quarto, as que são, vivem, se movem e pensam. E, finalmente, aquelas que mais nos interessam: as que são, vivem, movem-se, pensam e pensam como pensam. Portanto, neste novo milênio, vão valer, acima de tudo, a agregação de valor e a geração de riqueza contidas nos cérebros das pessoas.

Como um bem humano, o Capital Intelectual nas empresas, apresenta-nos um paradoxo. Se o pessoal constitui uma vantagem competitiva principal, como o é, tem-se que investir nele desenvolvê-lo e ceder-lhe espaço para seus talentos. Quanto mais fizermos isso, contudo, mais enriqueceremos seus passaportes e aumentaremos sua mobilidade potencial.

Valorizar o capital humano é fundamental para a competitividade empresarial. Pois os recursos humanos são os principais responsáveis pelo desempenho das empresas e constituem vantagens competitivas num mercado cada vez mais exigente.

Com a globalização, o avanço tecnológico, as empresas estão investindo em capital humano, com o objetivo de ter retorno mais rápido.

Neste contexto, este trabalho abordará: o conhecimento, o conhecimento como gerador de riqueza das organizações, gestão do conhecimento – a chave da vantagem competitiva, capital intelectual: principal fonte de intangíveis nas empresas e um diferencial competitivo em relação aos concorrentes, capital humano – a mina na empresa, capital estrutural, capital do cliente, avaliação do capital intelectual e gestão do capital intelectual.

O conhecimento conforme Padoveze (2000) é gerado e operacionalizado pelo ser humano, acumulado e administrado pela sociedade para satisfação de suas necessidades. As empresas e demais instituições, que são sociedade de pessoas com objetivos bem definidos, fazem o papel de reunir e operacionalizar especialidades de conhecimento e com isso conseguem maior eficiência e eficácia na gestão do conhecimento, para atender seus objetivos e cumprir suas missões.

O conhecimento sempre desempenhou importante papel nas grandes transformações sociais. Na primeira fase da Revolução Industrial, Paiva (1999) coloca que foram aplicadas as ferramentas, processos e produtos; na segunda fase – revolução da Produtividade -, passou a ser aplicado ao trabalho. Atualmente, o conhecimento está sendo aplicado ao próprio conhecimento; é a Revolução Gerencial, segundo Drucker (1996). Portanto, com a Era da Informação, passou a ser o elemento essencial para o sucesso da organização.

Atualmente, as empresas têm feito grande uso da tecnologia da informação como instrumento gerencial. Estas informações são utilizadas para repor estoques, abastecer depósitos e outros ativos físicos, economizando tempo e como dinheiro. Administrar o conhecimento como faturas, mensagens, patentes, processos, habilidade dos funcionários, conhecimento dos clientes, fazendo uso intensivo de máquinas, computadores, para tal, determina o sucesso ou fracasso da empresa nos tempos de hoje.

Toffler (1980) diz que, no momento atual, que é identificado pela Terceira Onda, é a Era do Conhecimento, onde se permite uma grande descentralização de tarefas. Esta fase é caracterizada pelo poder do cérebro, na qual a informação assume o papel de principal recurso econômico.

Hoje, com a sociedade do conhecimento, nos três fatores tradicionais de produção (recursos naturais, mão-de-obra e capital), acrescenta-se o conhecimento e a inteligência das pessoas, agregando valor aos produtos e serviços. Como argumenta Drucker (1996), o conhecimento passou a ser o recurso, ao invés de um recurso.

Todavia, segundo Paiva (1999) o conhecimento passou a representar um importante diferencial competitivo, para as empresas que sabem adquiri-lo, mantê-lo e utilizá-lo de forma eficiente e eficaz. Esse conhecimento passou a gerar o Capital Intelectual que, às vezes, é bem mais importante que o Capital Econômico.

O conhecimento é a base principal de valorização nas organizações de hoje. Então o que poderá dar de errado em uma estratégia orientada para o conhecimento? Muito pouco. Um dos principais problemas para aqueles que desejam adota-la é o famoso fantasma da era industrial, que ainda assombra o mundo empresarial. A era industrial ainda vê as pessoas como custos e não como receitas. Mas como utilizamos, desenvolvemos, e estruturaremos continuamente o conhecimento dentro das organizações?

O conhecimento, material intelectual bruto, transforma-se em capital intelectual, a partir do momento que passa a agregar valor aos produtos/serviços. E esse capital é, em alguns casos, mais valioso do que o próprio capital econômico.

O novo milênio estará desafiando todas as organizações a mostrarem suas competências. As tarefas diárias exigem um alto grau de conhecimento e inteligência, no qual nos impedem de ter relacionamentos estreitos, os sistemas tem que ser cada vez mais abertos, igualitários e honestos. Os empregados têm que pensar conjuntamente para, em conjunto, explorar as oportunidades, os serviços e resolver os problemas. Porque a organização diz respeito à forma como estruturarmos os nossos relacionamentos, adequando a nova realidade, devido mudanças das nossas idéias sobre métodos e os padrões de organização.

O estágio atual para o futuro só é possível preparando as pessoas, educando-as, treinando-as, desenvolvendo-as, enfim, investimento em quem, de fato vai fazer essa transformação.

A gestão do conhecimento surgiu na década de 1990, como uma proposta de agregar valor à informação e facilitar o fluxo interativo em toda a corporação. Ela desenvolve sistemas e processos que visam adquirir e partilhar ativos intelectuais. Reporta inevitavelmente ao uso pleno do conhecimento, direcionando-o como diferencial estratégico competitivo de sucesso. Aumenta a geração de informações que sejam úteis e significativas e promovam atividades, enquanto procura aumentar o aprendizado individual e grupal. Além disso, ela pode maximizar o valor da base de conhecimento da organização em funções diversas e localizações diferente.

Essa ferramenta como diz Rigby (2000) mostra que as empresas de sucesso não são um conjunto de produtos, mas sim de bases de conhecimento distintas. Esse capital intelectual é a chave da vantagem competitiva da companhia com seus clientes-alvo. A gestão do conhecimento procura acumular o capital intelectual que criará competências essenciais exclusivas e produzirá resultados melhores.

Com o enfoque da gestão do conhecimento começa-se a rever a empresa, suas estratégias, sua estrutura e sua cultura. Isso se dá num ambiente competitivo, onde a rápida globalização da economia e as melhorias nos transportes e comunicações dão aos consumidores uma gama de opções sem precedentes. Pressões sobre os preços não deixam margem para ineficiência. O ciclo de desenvolvimento de novos produtos é cada vez mais curto. As empresas precisam de qualidade, valor agregado, serviço, inovação, flexibilidade, agilidade e velocidade de forma cada vez mais crítica. As empresas tendem a se diferenciar pelo que elas sabem e pela forma como conseguem usar esse conhecimento.

O termo capital intelectual teve sua origem na propriedade intelectual; os componentes de conhecimentos de uma empresa, reunidos e legalmente protegidos. É um conjunto de benefícios intangíveis que agregam valor às empresas.

Segundo Brooking, apud Antunes & Martins (2002), o capital intelectual pode ser dividido em quatro categorias:

Ativos de Mercado: potencial que a empresa possui em decorrência dos intangíveis que estão relacionados ao mercado, tais como: marca, clientes, lealdade dos clientes, negócios recorrentes, negócios em andamento (backlog), canais de distribuição, franquias etc.

Ativos Humanos: compreendem os benefícios que o indivíduo pode proporcionar para as organizações por meio da sua expertise, criatividade, conhecimento, habilidade para resolver problemas, tudo visto de forma coletiva e dinâmica.

Ativos de Propriedade Intelectual: incluem os ativos que necessitam de proteção legal para proporcionar às organizações benefícios tais como: know-how, segredos industriais, copyright, patentes, designs etc.

Ativos de Infra-Estrutura: compreendem as tecnologias, as metodologias e os processos empregados, como cultura, sistema de informação, métodos gerenciais, aceitação de risco, banco de dados de clientes etc. 

Os fatores que geram o capital Intelectual de acordo com Brooking apud Antunes & Martins (2002), são:

- conhecimento, pelo funcionário, de sua importância para os objetivos da empresa; 
- funcionário tratado como ativo raro; 
- alocar a pessoa certa na função certa considerando suas habilidades; 
- oportunizar o desenvolvimento profissional e pessoal; 
- identificação do know-how gerado pela P & D; 
- avaliar o retorno sobre o investimento em P & D; 
- definir uma estratégia proativa para tratar a propriedade intelectual; 
- mensurar o valor de marcas; 
- avaliar investimentos em canais de distribuição; 
- avaliar a sinergia resultante de treinamento e os objetivos corporativos; 
- prover infra-estrutura e adequado ambiente de trabalho; 
- valorizar a opinião dos funcionários; 
- oportunizar a participação dos funcionários na definição dos objetivos da empresa; 
- estimular os funcionários para a inovação.

Fica, assim, clara a importância do Capital Intelectual para o desenvolvimento das empresas, além de representar diferencial competitivo em relação aos concorrentes. A era atual, como diz Sá (2002) exige a capitalização de intelectos (no sentido de investimentos maiores em qualidade da inteligência agente sobre os capitais) na busca da eficácia comum dos mais importantes valores das células sociais e de aumento do valor efetivo da própria riqueza.

O capital intelectual pode ser dividido em três grandes capitais. O capital humano, o capital estrutural e o capital do cliente. Todos são intangíveis, mas descrevem coisas tangíveis para os executivos. É o intercâmbio entre eles que cria o Capital Intelectual.


As pessoas geram capital para a empresa através de sua competência, sua atitude e sua capacidade para inovar. As competências incluem as habilidade e a educação e a atitude se refere às condutas. Porém é finalmente a capacidade de inovar, a que pode gerar mais valor para uma companhia. Tudo isto constitui o que chamamos de capital humano.

Constitui o capital humano o conhecimento acumulado, a habilidade e experiências dos funcionários para realizar as tarefas do dia-a-dia, os valores, a cultura, a filosofia da empresa, e diversos ativos intangíveis, ou seja, as pessoas que são os ativos humanos da empresa. A principal estratégia da empresa será de atrair, reter, desenvolver e aproveitar o máximo o talento humano, que será cada vez mais, a principal vantagem competitiva.

Para entender melhor o capital humano é preciso entender as habilidades que determinam qualquer tarefa, processo ou negócio, relacionadas abaixo:

Habilidade do tipo commodity: são as habilidades adquiridas, costumam não serem específicas de uma empresa e podem ter o mesmo valor para qualquer organização. É por exemplo, a habilidade de atender ao telefone.

Habilidades alavancadas: o conhecimento pode ser mais valioso para uma determinada empresa do que para outra. São específicas a um setor e não a uma empresa. Os programadores, por exemplo, da Andersen Consulting podem alavancar essa habilidade enquanto os do Bank of America só agregam valores aos seus funcionários.

Habilidades proprietárias: são os talentos específicos à empresa, em torno dos quais uma organização constrói seu negócio. Pode ser codificada em forma de patentes, direitos autorais, expertise. O Ritz-Carlton é o especialista em administração hoteleira.

A gestão do capital humano passa pelo levantamento do potencial humano, pela identificação das potencialidades estratégicas a desenvolver e pela capacitação necessária.

O capital humano, portanto, configurando-se como um grande referencial de sucesso no meio empresarial, é o que vai determinar o futuro da companhia. Sem um gerenciamento adequado deste requisito, nenhuma empresa terá sucesso com suas metas e objetivos e, conseqüentemente, não alcançará os resultados esperados. Muito menos poderá pretender manter-se competitiva no mercado.

Capital Estrutural compreende os ativos intangíveis relacionados com a estrutura e os processos de funcionamento interno e externo da organização que apóiam o capital humano, ou, tudo o que permanece na empresa quando os empregados vão para casa.
Edvinsson (1997) propõe a seguinte divisão para o capital estrutural:

Capital organizacional abrange o investimento da empresa em sistemas, instrumentos e filosofia operacional que agilizam o fluxo de conhecimento pela organização, bem como em direção às áreas externas, como aquelas voltadas para os canais de suprimento e distribuição.

Capital de inovação refere-se à capacidade de renovação e aos resultados da inovação sob a forma de direitos comerciais amparados por lei, propriedade intelectual e outros ativos e talentos intangíveis utilizados para criar e colocar rapidamente no mercado de novos produtos e serviços.

Capital de processos é constituído por aqueles processos, técnicas (como o ISO 9000) e programas direcionados aos empregados, que aumentam a ampliam a eficiência da produção ou a prestação de serviços. É o tipo de conhecimento prático empregado na criação contínua de valor. 

Para gerenciar o capital estrutural, é preciso uma rápida distribuição do conhecimento, o aumento do conhecimento coletivo menor tempos de espera e profissionais mais produtivos. A função da gerência da empresa é utilizar corretamente o capital estrutural, para que o mesmo aumente o valor para os acionistas.

Capital do Cliente é definido como o valor de sua franquia, seus relacionamentos contínuos com pessoas e organizações para as quais vende.

Para Sveby (1998), a escolha da empresa do conhecimento no que diz respeito a clientes, portanto, tem um significado estratégico vital porque o tipo de cliente com os quais uma empresa do conhecimento trabalha determinada tanto a qualidade quanto a quantidade de suas receitas intangíveis do conhecimento. Existem três tipos de clientes, segundo o mesmo autor:
- os que melhoram a imagem, no qual suas referências e seus depoimentos são muitos valiosos; 
- os clientes que melhoram a organização, esses exigem soluções de ponta, melhorando a estrutura interna da empresa; e 
- os clientes que aumentam a competência, que contribuem com projetos que desafiam a competência dos funcionários, fazendo que os funcionários aprendam com eles.

Existe uma metodologia desenvolvida por Sveiby (1998) para avaliação dos ativos intangíveis, que tem como objetivo criar um sistema de gerenciamento de informações para os gestores da empresa, que precisam conhecê-la, acompanhar a sua evolução e adotar medidas corretivas, quando necessárias.

As avaliações dos ativos intangíveis são feitas para atender as necessidades de atendimento dos clientes, credores e acionistas ou para uso dos gestores da empresa.

Para avaliar os ativos intangíveis, o processo é o seguinte: determinação da finalidade: uso externo e/ou interno; a classificação dos funcionários dentro de uma das três categorias de ativos intangíveis, que são: competência, estrutura interna e estrutura externa; a formulação de uma estratégia para gestão do conhecimento; informações que deverão enfatizar o fluxo, a mudança e os dados de controle; comparação dos indicadores em relação aos anos anteriores; apresentação dos indicadores num quadro denominado de Monitor de Ativos intangíveis.

As informações geradas pela Avaliação do Capital Intelectual são úteis para os gestores, já que lhes possibilitam: sistematização das informações; identificação e mensuração de indicadores financeiros e não financeiros; detalhamento da competência dos profissionais, geradores de receitas da organização; proporciona subsídios para tomada de decisões sobre pessoal, investimentos e clientes.

Segundo estudo do Financial and Management Acconting Committee (Técnica Contable) apud Baum & GonçalveS (2001) os conceitos básicos relativos à medida e gestão do capital intelectual estão relacionados a três aspectos:
Contexto econômico – o crescimento é maior nas indústrias e nações voltadas à criação, transformação e capitalização dos conhecimentos do que aquelas ligadas à exploração e utilização dos recursos naturais em seus processos. O conhecimento é um diferencial de competitividade.

Contexto Contábil – a contabilidade tradicional não está habilitada a medir aspectos da empresa quanto à capacidade de dirigentes e pessoal, o valor das informações, da capacidade tecnológica, potencial de mercado e investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Contexto Empresarial – a visão na gestão da empresa, a partir da atual era do conhecimento em relação à era industrial passa a ter o seguinte enfoque:

Para Stewart (1998) os ativos intelectuais de uma corporação, são geralmente três ou quatro vezes mais valiosos que os tangíveis que constam nos livros e diz que os passos para administrá-lo são:
- definir a importância do investimento intelectual para o desenvolvimento de novos produtos; 
- avaliar a estratégia dos componentes e o ativo do conhecimento; 
- classificar o seu portfolio: o que você tem, o que você usa, onde eles estão alocados; 
- analisar e avaliar o valor do portfolio: quanto eles custam, o que pode ser feito para maximizar o valor deles, se deve mantê-los, vendê-los ou abandoná-los; 
- investir baseado no que se apreendeu nos passos anteriores, identificar espaços que devem ser preenchidos para explorar conhecimento, defender-se da concorrência, direcionar a ação da empresa ou avançar na tecnologia; e 
- reunir o seu novo portfolio de conhecimento e repetir a operação ad infinitum.

Encontra-se em desvantagem em relação às demais, as empresas que ainda não se deram conta do seu Capital Intelectual, pois não encontraram a importância do mesmo dentro do seu patrimônio. O primeiro passo para o gerenciamento deste capital é identificá-lo, para depois mensurá-lo.

Percebe-se então que o gerenciamento do capital intelectual é mais do que apenas o gerenciamento de conhecimentos. Gerenciamento do capital intelectual para Edvinsson (1997) é a alavancagem do capital humano e do capital estrutural em conjunto. Trata-se de um efeito multiplicador entre capital humano e capital estrutural. Isso posto, capital intelectual é uma função de gênero e de metas.

Padoveze (2000) apresenta as medidas como sugestão para o gerenciamento do capital intelectual.

– Indicadores para o capital humano – reputação dos empregados da companhia junto a empresa de colocação de empregados; anos de experiência na profissão; taxa de empregados com menos do que dois anos de experiência; satisfação dos empregados; proporção dos empregados, dando novas idéias e sugestões e proporção implementada; valor adicionado por empregado; valor adicionado por unidade monetária de salário.
– Indicadores para o capital estrutural – número de patentes; percentual de despesas de P&D (pesquisa e desenvolvimento) sobre as vendas líquidas; custo de manutenção de patentes; custo de projeto do ciclo de vida por vendas; número de computadores individuais, ligados ao banco de dados; número de vezes que o banco de dados é consultado; atualização do banco de dados; contribuição ao banco de dados; volume de uso do sistema de informação (SI); custo do SI por vendas; lucro por custo do SI; satisfação com o serviço do SI; taxa de implementação de novas idéias pelo total de novas idéias geradas; número de introdução de novos produtos; introdução de novos produtos por empregado; número de equipes de projeto multifuncionais; proporção do lucro dos novos produtos introduzidos; tendência do ciclo de vida dos produtos nos últimos cinco anos; tempo médio para planejamento e desenvolvimento de produto; valor das novas idéias (economias e ganhos em dinheiro).
– Indicadores para a clientela e relacionamentos – participação no mercado; crescimento no volume de negócios; proporção das vendas por repetitividade dos clientes; lealdade à marca; satisfação dos clientes; reclamação dos clientes; rentabilidade dos produtos como uma proporção das vendas; número de alianças cliente/fornecedores e seu valor; proporção dos negócios dos clientes (ou fornecedores) que os produtos e serviços da empresa representam (em valor).

Desta forma, segundo Tinoco (1996), o valor gerado em decorrência do trabalho humano, constitui-se em um ativo que precisa ser devidamente contabilizado, mensurado, analisado e divulgado.

Com as mudanças econômicas, tecnológicas, políticas e sociais, houve uma profunda alteração da estrutura e valores da sociedade. Nessa nova era, o conhecimento passou a ter uma importância fundamental em todas as atividades econômicas, como seu principal ingrediente.


O problema todo consiste em mensurar esse capital intelectual. A grande questão é saber como identificar e disseminar o conhecimento gerado dentro da empresa, promovendo a transformação de material intelectual bruto gerado pelos ingredientes da organização em Capital Intelectual, e que garanta uma trajetória de crescimento e desenvolvimento.

Sabe-se que existe a consciência da necessidade de continuar com estudos e definições, a fim de tornar o Capital Intelectual uma ferramenta gerencial cada vez mais eficiente, ou mesmo uma demonstração como parte integrante das Demonstrações Contábeis, pois o modelo tradicional de Contabilidade, que descreveu com tanto brilho as operações das empresas durante meio milênio, não tem conseguido acompanhar a revolução que está ocorrendo no mundo dos negócios.

Apesar das dificuldades encontradas na busca da mensuração desse grande ativo que é o capital intelectual, a ciência contábil está procurando dar a sua contribuição em mais uma tarefa árdua de avaliação de todos os elementos que interagem sobre o patrimônio.
Todavia, não podemos deixar de reconhecer premente de mudanças e alguns ajustes nos sistemas e práticas contábeis para que essa nova realidade seja devidamente reconhecida e refletida nos registros contábeis. Na verdade, as informações sobre o capital intelectual vêm a complementar e ampliar as informações contábeis atuais.

A nova tendência de gestão do conhecimento nas empresas possui características marcantes e poderosas, capazes de promover no ambiente interno das empresas, nos mercados nos quais elas participam, e na sociedade na qual interferem, cenários racionais de aproveitamento da força do trabalho, criando oportunidades efetivas de desenvolvimento individual e corporativo.

Em vista disso, é fundamental que a administração tenha alguns cuidados, para que os funcionários considerados como Capital Intelectual do departamento não mudem para outras áreas (ou empresas) e mesmo que permaneçam, não percam a motivação para o constante aperfeiçoamento.

Stewart (1998) diz que os ativos do conhecimento, assim como dinheiro ou equipamentos, existem e só vale a pena cultivá-los no contexto da estratégia. Não se pode definir e gerenciar os ativos intelectuais sem saber o que se está tentando fazer com eles. Toda organização possui valiosos materiais intelectuais sob a forma de ativos e recursos, perspectivas e capacidades táticas e explícitas, dados, informação, conhecimento e talvez sabedoria. Entretanto, não se pode gerenciar o capital intelectual – não é possível sequer encontrar suas formas mais soft – sem localizá-lo em pontos estrategicamente importantes e onde a gerência realmente seja importante.

Fonte: http://www.gestiopolis.com  /  Maria Elisabeth Pereira Kraemer

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Profissão: Despachante Aduaneiro


O profissional do despacho aduaneiro, mais especificamente o Despachante Aduaneiro, passa batido quanto se levantam vozes que profetizam o desenvolvimento no setor de comércio exterior brasileiro.

Quando falamos em Despachante Aduaneiro com quer que seja a primeira impressão é de total asco em relação ao profissional. Lamentavelmente isto ocorre por que há instaurado na sociedade uma falsa conotação dele representar a burocracia do setor público e ser o aproveitador de plantão para esta situação, senão, ser o retrato da falcatrua.

Diante disso, não podemos deixar de verificar que este é um profissional muito pouco valorizado na atualidade. Ainda assim, mesmo diante das dificuldades criadas e pelo esquecimento do setor, deixou de ser um leva e traz de documentos nas repartições públicas onde se processa os desembaraços aduaneiros da importação e da exportação para tornar-se um verdadeiro expert nos negócios aduaneiros.

Nos dias atuais quanto discorremos a cerca de políticas voltadas ao aparelhamento de nosso comércio exterior não mencionamos a importância deste profissional no processo de celeridade dos desembaraços aduaneiros e sequer criamos situações mais confortáveis para o exercício de sua profissão.

Renegando a estratégica pública, atualmente grandes empresas debruçam exorbitante carga de confiança e de responsabilidade na prestação de serviço destes profissionais. Deste modo, chegam ao ponto de tomarem decisões de crucial importância para sua estratégica de negócios após ouvirem o parecer de um profissional do despacho aduaneiro de mercadorias e serviços.

E nesta ótica e, ainda, reconhecendo sua importância na arte de aplicar os meios disponíveis no Comércio Exterior brasileiro que resolvemos desbravar a profissão do Despachante Aduaneiro neste artigo e, juntos, caminharmos na corda bamba de suas atribuições e responsabilidades para, assim, dar luz a escuridão do esquecimento destes profissionais de tão elevada importância para o desenvolvimento do Brasil como potência no mercado internacional de mercadorias e serviços.

Conforme registros históricos colhidos no SDAERGS (Sindicato dos despachantes Aduaneiros do Estado do Rio Grande do Sul) a profissão de Despachante Aduaneiro teria iniciado em meados dos anos quinhentos da era cristã, quando era confundida com a de Solicitador Administrativo Colonial, criando a função de alealdador.

Trezentos anos depois, por ato do príncipe regente Dom João, foi elaborado o ofício de Despachante, em 07 de julho de 1809. Em 24 de outubro de 1854, o imperador Dom Pedro II decide criar o quadro de Despachante Aduaneiro.
Mais recentemente por meio do Decreto-Lei 2472/88 e do Decreto 646/92, que regulamentou a matéria do Decreto-Lei antes mencionado a profissão de Despachante Aduaneiro foi legalmente prevista e autorizada para atuar nos desembaraços aduaneiros.

Conceituar despachante aduaneiro aos primeiros olhos parece ser tarefa simples, entretanto, julgamos de forma contraditória. A falta de conceituação em nosso ordenamento pátrio dificulta ainda mais a empreitada. Mas na esteira de construir o novo cremos definir-se da seguinte forma: Despachante Aduaneiro é pessoa de existência visível que de acordo com a legislação, realiza em nome de outros os serviços de tramites e diligências relativas a importação, a exportação e demais operações aduaneiras.

Sob a ótica legal a profissão de Despachante Aduaneiro e seus Ajudantes ganham suporte por força do artigo 5º, do decreto-lei nº 2.472, de 01.09.88, verbis:
Art. 5º A designação do representante do importador e do exportador poderá recair em despachante aduaneiro, relativamente ao despacho aduaneiro de mercadorias importadas e exportadas e em toda e qualquer outra operação de comércio exterior, realizada por qualquer via, inclusive no despacho de bagagem de viajante.
§ 1º Nas operações a que se refere este artigo, o processamento em todos os trâmites, junto aos órgãos competentes, poderá ser feito:
a) se pessoa jurídica de direito privado, somente por intermédio de dirigente, ou empregado com vínculo empregatício exclusivo com o interessado, munido de mandato que lhe outorgue plenos poderes para o mister, sem cláusulas excedentes da responsabilidade do outorgante mediante ato ou omissão do outorgado, ou por despachante aduaneiro;
b) se pessoa física, somente por ela própria ou por despachante aduaneiro;
c) se órgão da administração pública direta ou autárquica, federal, estadual ou municipal, missão diplomática ou repartição consular de país estrangeiro ou representação de órgãos internacionais, por intermédio de funcionário ou servidor, especialmente designado, ou por despachante aduaneiro.
§ 2º Na execução dos serviços referidos neste artigo, o despachante aduaneiro poderá contratar livremente seus honorários profissionais, que serão recolhidos por intermédio da entidade de classe com jurisdição em sua região de trabalho, a qual processará o correspondente recolhimento do imposto de renda na fonte.
§ 3º Para a execução das atividades de que trata este artigo, o Poder Executivo disporá sobre a forma de investidura na função de Despachante Aduaneiro, mediante ingresso como Ajudante de Despachante Aduaneiro, e sobre os requisitos que serão exigidos das demais pessoas para serem admitidas como representantes das partes interessadas. (grifamos)
Do disposto acima, devemos atentar para o parágrafo 3º. cujo teor remete para uma regulamentação da profissão de despachante aduaneiro e de seus ajudantes.

Nesta esteira, o poder público a fim de regular a matéria editou o Decreto 646 em 09 de setembro de 1992. Assim, este Decreto passou a ser a casa onde encontra-se toda a mobília que constitui a profissão do despachante aduaneiro.

O exercício da profissão de despachante aduaneiro somente será permitido ao inscrito no Registro de Despachante Aduaneiros, mantido pelo Departamento da Receita Federal. Para registra-se como despachante aduaneiro é preciso ter pelo menos 02 anos de experiência comprovada como Ajudantes de Despachante Aduaneiro. Necessário, portanto, verificar como tornar-se um ajudante!

Pois bem, poderão registrar-se no Registro de Ajudantes de Despachante Aduaneiro os brasileiros maiores ou emancipados, que tenham concluído curso de segundo grau ou equivalente (atualmente ensino médio) e que estejam quites com as obrigações eleitorais e, se obrigados, com o serviço militar.

Ao despachante aduaneiro e seus ajudantes é vedado de forma expressa efetuar, em nome próprio ou no de terceiro, exportação ou importação de quaisquer mercadorias ou exercer comércio interno de mercadorias estrangeiras, é vedado também exercer cargo público, exceto nos casos previstos em lei.

Curial ressaltar que se excluem da proibição de realizar importações e exportações aqueles bens que se destinem ao uso próprio do despachante ou do ajudante de despachante aduaneiro.

O artigo 1º. do Decreto 646/92 colaciona as principais funções que podem ser exercidas pelo despachante aduaneiro, cujo teor passamos a listar: Preparação, entrada e acompanhamento da tramitação e de documentos que tenham por objeto o despacho aduaneiro, nos termos da legislação respectiva; Assistência à verificação da mercadoria na conferência aduaneira; Assistência à retirada de amostras para exames técnicos e periciais; Recebimento de mercadorias ou de bens desembaraçados; Solicitação de vistoria aduaneira; Assistência à vistoria aduaneira; Desistência de vistoria aduaneira; Subscrição de documentos que sirvam de base ao despacho aduaneiro; Ciência e recebimento de intimações, de notificações, de autos de infração, de despacho, de decisões e dos demais atos e termos processuais relacionados com o procedimento fiscal; Subscrição de termos de responsabilidade, observado o disposto no art. 24 do Decreto 646/92.


A principal função do Despachante Aduaneiro é a confecção da chamada Declaração Aduaneira, cuja definição atual foi desenhada pela Convenção de Kyoto das Nações Unidas e utilizada pelas principais legislações aduaneiras do mundo.

Esta Declaração consiste na propositura da destinação a ser dada aos bens submetidos ao controle aduaneiro, na afirmativa de que se encontram reunidos os requisitos legais estabelecidos no regime pretendido e no compromisso formal do cumprimento das obrigações derivadas da Declaração.

A importância administrativa e fiscal de que se reveste a mencionada Declaração faz com que a maioria dos países desenvolvidos a exija e preveja as responsabilidades dela decorrentes, cominação essa dirigida aos importadores e exportadores e aos profissionais que atuam no procedimento fiscal pertinente, devidamente credenciados.

No ordenamento Brasileiro os profissionais no despacho Aduaneiro agem mediante instrumento procuratório, conforme dita o artigo 20, inciso IV, do Decreto nº 646, de 09.09.92.

Como dito os Despachantes Aduaneiros preparam e assinam os documentos que servem de lastro ao despacho aduaneiro, na importação e exportação, vislumbrando o enquadramento tarifário da mercadoria respectiva e providenciando o pagamento dos impostos que incidem eventualmente na operação.

Estes impostos podem ser traduzidos no imposto de importação e sobre produtos industrializados, PIS-Importação, COFINS-Importação (atualmente mediante débito automático), bem como o do imposto sobre circulação de mercadorias, do frete marítimo, rodoviário e/ou ferroviário, da demurrage, da taxa de armazenagem e de capatazias, do adicional ao frete para renovação da Marinha Mercante, entre outras despesas.

Ainda no mesmo norte, os Despachantes atuam perante vários órgãos públicos vinculados a inúmeros Ministérios Governamentais (tais como: da Saúde, da Agricultura, da Indústria e do Comércio, da Fazenda, e de outros), finalizando a obtenção de documentos ou informações via Siscomex necessários ao procedimento fiscal de desembaraço das mercadorias (licenças de importação, registros de exportação, certificados de origem e de tipo, certificados fitossanitários, fechamentos de câmbio, entre outros).

Os Despachantes Aduaneiros sob o manto de seus clientes firmam termos de responsabilidades ou assumem outros compromissos com o objetivo de dar tramitação aos despachos aduaneiros, assim como lançam ciência em intimações, notificações, autos de infração, etc., para cumprimento de exigências dos mais variados tipos em relação ao procedimento fiscal de despacho aduaneiro.

Como uma espécie de defensor estes profissionais formalizam e assinam, quando dotados de poderes, petições e buscam defender os interesses dos importadores e exportadores através de impugnações, contestações e recursos perante setores de julgamento dos órgãos fiscais. Seus conhecimentos possibilitam os mais diversos fundamentos.

O procedimento de despacho aduaneiro envolve uma série de saberes de natureza técnica, tais como domínio da Tarifa Externa Comum (TEC) e suas Regras, das negociações tarifárias firmadas pelo Brasil. Entre estas negociações podemos listar a ALADI, o MERCOSUL e o GATT. Trata-se, assim, de uma atividade que exige conhecimentos amplos não só na área aduaneira, mas na do direito tributário, administrativo, comercial, marítimo, etc.

Para acessar o SISCOMEX – Sistema Integrado de Comércio Exterior, o Despachante Aduaneiro possui senha digital especial, na qualidade de profissional da área.

O Despachante Aduaneiro é um profissional perfeitamente identificado pelos órgãos fiscalizadores, em especial pela Secretaria da Receita Federal.

É por isso que os Despachantes Aduaneiros e seus Ajudantes ganham importância no meio comercial, tanto que aglutinados, de há muito, em uma PROFISSÃO como dito regulada por lei (decreto-lei nº 2.472, de 01.09.88, artigo 5º ) e foram lançados à categoria de profissionais liberais.

A forma de pagamento de seus serviços é por meio de honorários, os quais, devem ser pagos por intermédio dos órgãos de classe de jurisdição de trabalho desses prestadores de serviços.

O Decreto 646/92 colaciona alguns cuidados que o profissional do despacho aduaneiro deve ter entre os quais o despachante aduaneiro deverá manter registro dos despachos em que atuar e guardar em arquivo os documentos a eles referentes pelo prazo de cinco anos, a contar da data do registro do documento que serviu de base ao despacho aduaneiro, na repartição da Receita Federal, apresentando-os ao exame da fiscalização aduaneira. O despachante aduaneiro bem como o ajudante de despachante aduaneiro deverão comunicar à repartição aduaneira, perante a qual estiverem credenciados, a mudança de endereço, de situação ou de vinculação trabalhista.

A lei 10.833 de 29 de dezembro de 2003 tratou da matéria em seu artigo 71, onde dita:
Art. 71. O despachante aduaneiro, o transportador, o agente de carga, o depositário e os demais intervenientes em operação de comércio exterior ficam obrigados a manter em boa guarda e ordem, e a apresentar à fiscalização aduaneira, quando exigidos, os documentos e registros relativos às transações em que intervierem, ou outros definidos em ato normativo da Secretaria da Receita Federal, na forma e nos prazos por ela estabelecidos.
O despachante aduaneiro no exercício de sua profissão esta sujeito a três tipos de penalidades colacionadas pelo Decreto 646/92. Entretanto, existem ainda aquelas que são ditadas pela lei 10.833/2003. Neste momento passaremos a analisar as elencadas no Decreto. Assim ao despachante aduaneiro e ao ajudante de despachante aduaneiro serão aplicadas, nas transgressões respectivas, as seguintes penalidades:
I - repreensão (art. 28);
II - suspensão do credenciamento (art. 29);
III - perda do credenciamento (art. 30).

A pena de repreensão será aplicada ao profissional nos casos da falta de comunicação de mudança de endereço, na falta de declinar o real interessado no processo de desembaraço e na falta de tomar ciência em exigência fiscal ou ainda no caso de desacato à autoridade aduaneira.

Já nos casos da pena de suspensão do credenciamento, que será dobrada em caso de reincidência, aplicar-se nos seguintes casos:
I - por até trinta dias, em caso de embaraço à fiscalização ou de reincidência em ato punível com pena de repreensão;
II - por até sessenta dias, em caso de cometimento de atribuição privativa à pessoa não credenciada;
III - por até noventa dias, em caso de ação ou de omissão que resulte em dano à Fazenda Nacional, de transgressão do disposto no inciso I do art. 10 ou de descumprimento do disposto no art. 11.

A perda de credenciamento é a mais grave das penalidades. Então, será aplicada a pena de perda de credenciamento do despachante aduaneiro ou do ajudante de despachante aduaneiro, nos seguintes casos, previsto no artigo 30 do Decreto 646/92, litteris:
..................(omissis)
I - agressão ou ofensa à autoridade aduaneira no exercício da função;
II - descumprimento do disposto no inciso II do art. 10;
III - participação, direta ou indireta, na prática de crime relacionado com tráfico de narcóticos, contrabando, descaminho, sonegação fiscal, ou corrupção ativa ou passiva;
IV - ação ou omissão dolosa tendente a subtrair ao controle aduaneiro, ou dele ocultar, a importação ou a exportação de bens ou de mercadorias;
V - prestação dolosa de informação falsa ou uso doloso de documento falso nas atividades relacionadas com o despacho aduaneiro;
VI - cometimento ou intermediação no cometimento de vantagem indevida a funcionário público;
VII - acúmulo, em período de cinco anos, de suspensão cujo total supere 360 dias;
VIII - condenação à pena privativa de liberdade por sentença definitiva, igual ou superior a dois anos;
IX - apropriação indébita.
Não podemos deixar de alertar que qualquer penalidade somente será aplicada mediante processo administrativo em que se garanta o direito de defesa do acusado, com observância do contraditório e dos recursos a ele inerentes, adotando-se a sistemática processual dos feitos administrativos disciplinares.

Curial ainda determinar que o profissional que ser punido com a suspensão do credenciamento ou com a perda do credenciamento estará por força do artigo 39 do Decreto vedado o seu ingresso em local alfandegado ou na repartição aduaneira sem expressa permissão do titular desta.

Ainda que em tautologia é recomendável a leitura da lei 10.833 de 2003 que criou várias penalidades para o despachante aduaneiro.

Ainda que em primeira vista a profissão do Despachante Aduaneiro demonstrem contornos de ser um múnus público a legislação tratou de descartar a possibilidade de vinculação com o serviço público. Diz o artigo 39 do Decreto:
Art. 49. A aplicação das disposições deste Decreto não caracterizará, em nenhuma hipótese, qualquer vinculação funcional entre os despachantes aduaneiros, ajudantes de despachante aduaneiro e a Administração Pública.
Para concluirmos invariavelmente teremos que nos utilizar de algumas considerações que lançamos ao abrir a porta deste artigo.

Em primeira análise podemos verificar que a profissão de Despachante Aduaneiro é regulamentada pela legislação brasileira, ex vi, do Decreto-Lei 2472/88 e do Decreto 646/92.

Por tudo, restou cristalino que a profissão de Despachante Aduaneiro é dotada de elevada responsabilidade no processo de liberação de mercadorias. Esta conclusão protrai-se da própria forma de controle do profissional pela Secretaria da Receita Federal que tem início desde a forma de investidura do cargo até a fiscalização de sua atuação, passando por severas punições.

Ao radiografarmos a profissão do despachante e da legislação que lhe dá vida de pronto verificamos que aquele asco inicial pelo profissional é uma ilusão de ótica para os desafortunados que não conhecem ou não podem palpar a dignidade da profissão e, mais, vislumbrar a importância deste profissional como peça chave do tabuleiro que atualmente tornou-se o mundo de comércio exterior globalizado.

Finalmente acreditamos que o Despachante Aduaneiro deverá ser respeitado não só pelo exercício de sua profissão e pela bagagem de conhecimentos que traz no exercício de seu labor, mas, crucialmente, pela importância que tem como operador interveniente na cadeia que forma o Comércio Exterior e o Comércio Internacional de mercadorias, bens, produtos e serviços.

Fonte:
http://www.feaduaneiros.org.br
Maxsoel Bastos de Freitas, Revista Jurista

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

INSTITUTO MERCOSUL






O INSTITUTO MERCOSUL funciona na cidade de Maringá, Paraná, Brasil, nas dependências da ACIM (Associação Comercial e Empresarial de Maringá) que é a sua sócia fundadora e mantenedora atendendo as empresas associadas ou não da entidade.

Seu objetivo é dar o suporte necessário aos empresários que queiram atuar na área de comércio exterior disponibilizando uma série de serviços que vão auxiliá -los na busca de negócios com empresas estrangeiras. O foco de trabalho principal do Instituto é o apoio às pequenas e médias empresas exportadoras e empresas que queiram iniciar suas atividades no comércio internacional.

O Instituto, através da parceria com órgãos e entidades internacionais de promoção ao comércio exterior, disponibiliza informações importantes sobre mercados e empresas de todo o mundo. Através destas parcerias organiza missões empresariais para participar de Rodadas de Negócios Internacionais, Encontros de Negócios e Feiras Internacionais.

No inicio de suas atividades o Instituto Casa Mercosul, tinha o propósito de ser o elo comercial entre as cidades de Maringá-Paraná, e a cidade de Rosário na província argentina de Santa Fé. Esta parceria entre as administrações municipais de ambas as cidades, sendo que em Maringá a prefeitura contou com o auxilio da ACIM, visava criar um Show-Room de produtos que fossem possíveis de serem exportados para a cidade irmã. Percebeu-se com o tempo que as relações comerciais não foram favorecidas, ou seja, não houve negócios entre os empresários brasileiros e a argentinos significativos.

A ACIM, percebendo o fechamento do show-room em Rosário-Argentina, decidiu não permitir que o mesmo acontecesse com o show-room em Maringá, para isso decidiu incorporar a estrutura em sua sede e transformar o Instituto em um órgão da ACIM. Com o passar dos anos os objetivos e funções do Instituto foram se alterando, adaptando-se as necessidades dos associados da ACIM que é até os dias de hoje sua atual mantenedora.

Dentre os novos serviços oferecidos pelo Instituto
destacam-se os principais:

• Consultoria de exportação e importação;
• Emissão de Certificado de Origem;
• Projeto de internacionalização de pesquisa e médias empresas;
• Organização de participação em feiras e rodadas de negócios internacionais.

Em 2004 o
INSTITUTO MERCOSUL se desvinculou juridicamente da ACIM. Ou seja, deixou de ser apenas um departamento para ser uma organização com titulo de OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), mas a ACIM continuou sendo sua mantenedora financeira. Com isso, o Instituto ganhou uma maior autonomia de decisão, ganhou diretoria própria, deve apresentar balanço patrimonial e todos os trâmites de uma empresa normal.

O maior objetivo do Instituto é fomentar o comércio exterior na região de Maringá, e o foco de trabalho principal é o apoio às pequenas e médias empresas exportadoras e empresas que queiram iniciar suas atividades no comércio internacional.

O Instituto funciona como uma instituição voltada para a internacionalização das empresas da região de Maringá. Sendo assim, promove diversos cursos, eventos e missões comerciais para que as empresas participem e possam comercializar seus produtos, promovendo o desenvolvimento econômico de toda a região.

Visando atender seu objetivo que é de fomentar o comércio exterior da região, o
INSTITUTO MERCOSUL está aberto a receber o empresariado de toda região, bem como qualquer pessoa que esteja interessada em receber informações sobre o processo de internacionalização de empresas.



Recomendo a todos os empresários e profissionais da área, que queiram ingressar, ou que já atuam e querem aumentar a sua participação no mercado internacional, que procurem pelo Instituto, que oferece serviços de treinamento e excelência em qualidade de informação e suporte técnico operacional para as atividades do comércio exterior. 

Fontes:
http://www.acim.com.br/


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Como me tornei Consultor

O emprego como conhecemos está com os dias contados… Quer dizer que os empregos irão acabar?
No conceito do que hoje chamamos de emprego sim, mas calma, deixe-me explicar, no mundo de hoje, com a famosa globalização, vivemos um modelo bastante distinto do conhecido no passado, onde as empresas e os profissionais permaneciam juntos por longos anos. O famoso Guru da Administração Peter Drucker disse: “Prevê-se que dentro dos próximos 25 anos a maioria das pessoas que trabalham hoje ainda estará trabalhando. Talvez não em tempo integral ou como empregados em uma companhia, mas como temporários ou em tempo parcial. Ainda assim estarão trabalhando, até os 70 anos”.
O trabalho não vai acabar, felizmente, o que está havendo é uma mudança na forma de contratação de profissionais ou colaboradores (gosto muito de usar este termo, afinal, todos somos colaboradores, independente da forma de contratação) no formato que conhecemos.
O emprego formal com carteira assinada, apesar de ter crescido durante o último governo, não é a única forma de trabalho a ser considerada, pois ainda tem muita gente desempregada buscando empregar-se no formato CLT (carteira assinada), existem também aqueles que já identificaram a nova tendência, e estão partindo para a forma de trabalho PJ (Pessoa Jurídica). Porém, para ambas as formas de trabalho, não existe mais “o emprego pra vida toda”, portanto, temos que estar preparados para atender as demandas com maior rapidez e competência.
Contei essa história porque era necessário citar de onde parti para chegar aonde estou… vamos lá:
“Como você virou consultor?” Foi o questionamento de um amigo…
De bate pronto, confesso que não sabia explicar com profundidade, mas respondi que não virei e sim estou consultor, porque não somos o cargo que ocupamos e sim estamos nele, amanhã podemos estar em outro. Disse também que nunca tinha ficado desempregado, mas tomei a decisão de mudar de rumo quando percebi que estava acomodado em um emprego no cargo de direção executiva, cujos desafios enfrentados no dia a dia não traziam perspectivas, pois a organização, apesar de pagar um bom salário, de muito já vinha conduzindo a administração dos negócios de forma irregular na gestão dos seus recursos financeiros, perdendo o foco da sua atividade fim. Veio então a decisão para pedir a demissão, mas permanecia a paixão pelo segmento da atividade econômica, a vontade de fazer prevalecer os acertos e ensinar como proceder corretamente, e a vida de consultor veio para manter o vínculo com as áreas de Comércio Exterior, Legislação Aduaneira, Tributária, e Gestão Administrativa.
Depois disso, passei a refletir mais sobre o assunto, e estou aqui para contar um pouco sobre as competências que considero importantes, e que acredito, possam servir para qualquer profissional, seja ele o empresário ou o próprio consultor. São elas, senão vejamos:
Competências Comportamentais

- Comunicação de Resultado: você transmite com clareza as instruções para os seus funcionários? e as informações para seu cliente?
Você pode dominar com excelência os conhecimentos necessárias na gestão dos seus negócios, mas deve primar pela didática e boa expressão, sua comunicação precisa ser clara e segura, caso contrário, dificilmente será de resultado e conseqüentemente irá gerar dúvidas, desconforto e desconfiança. Comunicar-se com resultado é ganhar a atenção de todos ao transmitir seu conhecimento para um projeto, uma negociação, etc. A comunicação para resultados é uma das competências mais importantes para qualquer profissional. Portanto, é assim que sua comunicação deve ser com seus clientes internos e externos.
- Ouvir com Excelência: você ouve seus colaboradores? E seu cliente?
Ouvir o colaborador ou o cliente não pode ser realidade apenas no papel. Praticar a profissão de ouvinte é fundamental para entendermos cada vez mais as necessidades de nossa equipe em sintonia com os objetivos da empresa, e principalmente de nossos clientes, afinal, temos dois ouvidos para serem usados com inteligência, o que nos ajuda a falar somente o necessário.
- Psicologia Apurada: você tem inteligência emocional?
Em qualquer situação de pressão e stress, nunca deixe a emoção tomar conta da razão, pare, respire, pense, conte até 100 (se necessário), assuma o controle da situação, com certeza quando os ânimos acalmarem a busca pela solução será mais eficiente.
- Relacionamento Pessoal Orientado a Resultados: você gosta das pessoas com quem trabalha?
Infelizmente, nem sempre, vamos lidar com pessoas que gostam de se relacionar com outras pessoas. Ainda assim, precisamos atuar de forma profissional com todos ao nosso redor. Mas isso não significa que porque gosto de determinadas pessoas, que vamos agir no ambiente profissional como se estivéssemos em uma roda de amigos, vale lembrar que em um projeto existem prazos definidos para as coisas acontecerem, e deixar para lá uma atividade, mesmo que básica, pode comprometer os resultados finais e isso ocasionará grande frustração, portanto, não deixe o bom relacionamento atrapalhar o comprometimento com as suas atividades e as do cliente. Faça você, porque senão alguém fará no seu lugar e sua credibilidade poderá ser afetada por algo que você tinha o controle e acabou deixando de fazer.
- Trabalho em Equipe com Humildade: você já trabalhou com profissionais que se consideram “estrelas”?
É muito bom e de valor incalculável trabalhar com pessoas que são referência naquilo que fazem, desde que a pessoa não deixe seu “estrelismo” falar mais alto que seu respeito pela equipe. Faça sua parte, seja humilde e ajude aqueles que solicitarem sua ajuda, só assim o verdadeiro espírito de equipe irá surgir e sem dúvida alguma, todos ganharão com isso.

Competências Técnicas

- Conhecimento do Negócio: você conhece bem os processos de negócio do seu cliente?
É fundamental que se conheça bem os processos de negócio com os quais irá trabalhar, porque ser um bom técnico é importante, mas sem dúvida alguma, conhecer o processo é tanto quanto, pois sem uma boa análise dos problemas e propostas de solução, fica inviável implantar qualquer que seja a melhoria, no meu caso, sistêmica.
- Conhecimento Técnico: você tem o conhecimento técnico necessário para desenvolver as soluções propostas?
Ter o conhecimento técnico necessário para atender as demandas do cliente é imprescindível, pois apontar problemas e sugestões de melhoria, “todo mundo faz”, mas colocar a mão na massa e construir uma solução, mesmo que simples, “nem todo mundo”.
Tudo isso basta? Não. Porque aceitar diversos projetos em empresas não só de segmentos diferentes, mas principalmente, de culturas diferentes, requer motivação diária, jogo de cintura e muita dedicação e comprometimento.
- Experiência comprovada: você tem o conhecimento técnico já aplicado e longo tempo de experiência de resultados com soluções positivas?

Vê-se por aí, muitas das vezes, yuppies, jovens, muito jovens mesmo, alçando vôo como consultores, quando na realidade devem obrigatoriamente ter o conhecimento técnico sim (teórico e acadêmico), mas principalmente apresentar know-how consistente sobre como e o que está apoiando nas empresas que recebem sua consultoria. Aí vai a pergunta: como um jovem de menos de 30 anos, com os mais complexos conhecimentos teóricos e acadêmicos, vamos assim colocar um marco, pode prestar consultoria se ele tem mais ou menos 10 anos de mercado, ou menos? Por isso, quando, me desculpem a restrição no conceito, um jovem se apresenta como consultor, já me coloco a suspeitar de seus conhecimentos e de sua experiência prática. É evidente que não é uma necessidade e nem uma condição sine qua non, pois existem muitos jovens executivos brilhantes, mas via de regra creio que faz parte do perfil deste profissional carregar consigo a experiência vivida para poder exercer seus talentos na sua capacidade máxima e acima da média entre os demais, e o seu potencial somente se elevará com a “poeira” dos anos vividos à frente das grandes decisões gerenciais sobre o complexo de estratégias e projetos realizados.


História da Consultoria – uma tradição humana
A consultoria remonta às origens das relações humanas. É ato de conferência para deliberação de qualquer assunto que requeira prudência. Constitui-se na reflexão em busca de uma resposta através do mais adequado conselho ou de forma mais complexa, porém menos objetiva, de um parecer.
Registros antropológicos definem como traço comum às sociedades humanas o surgimento de indivíduos adotados como guias, que aconselhavam suas comunidades em todas as questões, desde relacionamentos, até ações para caça ou a guerra, inclusive aspectos da saúde física e psicológica. Desta forma, podemos concluir que a consultoria deriva da tradição xamãnica, que também deu origem aos homens sagrados (sacerdotes).
De acordo com o Professor Paulo Ricardo Becker Jacintho, na antiga Grécia, os sacerdotes do Oráculo de Delfos proviam consultorias embasadas nas observações sistemáticas e inteligentes dos fenômenos naturais, entendidas naquela época como predições de homens escolhidos pelos deuses e dotados de poderes especiais. Foi nesse ambiente que surgiram os primeiros filósofos e o ideal da busca do conhecimento e do entendimento racional do mundo e da própria humanidade através da ciência.
Foi somente no início do século XX que a consultoria passou a ganhar os moldes da atividade hoje bem definida e caracterizada. Especialmente nas décadas de 40 e 50 nos Estados Unidos e na Europa Ocidental ocorreram importantes avanços na sistematização do trabalho de consultoria, com vinculação eminentemente técnica e científica aliada à experiência e fundamentada em teorias, mas sempre com foco nas soluções práticas.
Pode-se concluir que a consultoria constitui-se na transição do conhecimento e da experiência de um homem em prol de um objetivo humano. Essencialmente, é busca constante do saber preparado para o benefício de outrem. Nas belas palavras de Peter Becker "A consultoria em sua melhor forma é um ato de amor: o desejo de ser genuinamente útil aos outros. Usar o que sabemos, ou sentimos, ou sofremos no caminho para diminuir a carga dos outros.".

Aspectos mercadológicos da Consultoria

A consultoria não pode ser vendida. A empresa-cliente deve comprá-la de acordo com suas necessidades. Compara-se a um médico cirurgião, que não pode sair buscando pacientes oferecendo cirurgias de ponte-de-safena a qualquer um. Não é o consultor que deve vender seus serviços, e sim a empresa cliente que deve reconhecer que algo está errado e buscar a ajuda de um profissional.

Para que servem os serviços de Consultoria?

É imprudente investir em qualquer empreendimento sem planejamento cuidadoso e estudos competentes de viabilidade técnica, econômica e legal, desenvolvidos por serviços de Consultoria.

Um bom projeto e o trabalho de acompanhamento elaborado por esses profissionais representa um investimento seguro, incorpora toda a evolução no tratamento administrativo disponíveis e reduz custos de operação e manutenção de qualquer empreendimento.

O gerenciamento da implantação de empreendimentos e prospecção de mercados a cargo de uma Consultoria é indispensável para assegurar qualidade, segurança, cumprimento de normas fiscais e controle de custos.

O apoio de uma Consultoria ao seu cliente pode estender-se à assessoria técnica e treinamento de pessoal para a operação e manutenção do empreendimento. Profissionais de Consultoria têm competência técnica e gerencial para atender a qualquer demanda de serviços dessa natureza, buscando parceiros em qualquer parte do mundo quando necessário.

A Consultoria é a parceira e conselheira de alta confiabilidade do proprietário ou investidor privado, comprometida com a otimização dos investimentos e pleno êxito do empreendimento.

”Nunca tivemos tantas opções para decidir nosso destino. Nenhuma escolha será boa, porém, se não soubermos exatamente quem somos e o que queremos.”

Por Laércio Vieira Pereira
Fonte/Colaboração: 
http://inpgblog.com.br
www.abracomex.org/, MDIC