quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Balança Comercial



Novembro de 2010


No mês, a exportação alcançou valor de US$ 17,688 bilhões e média diária de US$ 884,4 milhões, maior média para meses de novembro. Sobre novembro de 2009, as exportações registraram aumento de 39,8%, e sobre outubro de 2010 retrocederam 3,8%, pela média diária.

As importações somaram, em valor, US$ 17,376 bilhões, com média diária mensal de US$ 868,8 milhões, a maior já registrada nas importações, superando setembro de 2010 (US$ 845,0 milhões). Sobre igual período do ano anterior, as importações registraram crescimento de 44,3% e sobre outubro de 2010, cresceram 5,1%, pela média diária.



No período, a corrente de comércio alcançou a cifra de US$ 35,064 bilhões. Sobre igual período do ano anterior, a expansão foi de 42,0%, o melhor resultado para meses de novembro. O saldo comercial do mês registrou superávit de US$ 312 milhões, valor 48,9% inferior ao registrado em novembro de 2009, que apresentou saldo de US$ 611 milhões.


Janeiro-Novembro 2010



No acumulado janeiro-novembro de 2010, as exportações apresentaram valor de US$ 180,997 bilhões. Sobre igual período de 2009, as exportações registraram crescimento de 30,7%.



As importações somaram de US$ 166,064 bilhões, com aumento de 43,9% sobre o mesmo período anterior.



O superávit comercial no acumulado totalizou US$ 14,933 bilhões, valor 35,4% inferior ao registrado em equivalente período anterior (US$ 23,106 bilhões).

A corrente de comércio alcançou cifra de US$ 347,061 bilhões, representando crescimento de 36,7% sobre o mesmo período anterior, quando totalizou US$ 253,958 bilhões.



No acumulado do ano, as importações e a corrente de comércio registraram recorde histórico e as exportações, o segundo melhor resultado para janeiro-novembro, superado apenas por 2008, quando somou US$ 184,1 bilhões.


Destaques da Exportação de Novembro 2010



No mês, a exportação de produtos básicos, de US$ 7,433 bilhões, e de semimanufaturados, de US$ 2,971 bilhões, foram recordes para meses de novembro, enquanto os manufaturados somaram US$ 6,983 bilhões. Sobre igual período do ano anterior, as três categorias de produtos registraram crescimento, a saber: manufaturados (+18,4%), básicos (+69,2%) e semimanufaturados (+45,5%).

No grupo dos manufaturados, destacou-se, sobre novembro de 2009, o aumento dos seguintes produtos: máquinas e aparelhos para terraplanagem (+111,3%, para US$ 131 milhões), aviões (+92,5%, para US$ 410 milhões), veículos de carga (+83,9%, para US$ 160 milhões), motores de veículos e suas partes (+66,7%, para US$ 240 milhões), tratores (+60,8%, para US$ 119 milhões), laminados planos de ferro/aço (+60,5%, para US$ 207 milhões), autopeças (+40,4%, para US$ 313 milhões), automóveis de passageiros (+36,9%, para US$ 393 milhões), polímeros plásticos (+28,7%, para US$ 139 milhões) e óxidos e hidróxidos de alumínio (+17,4%, para US$ 155 milhões).

Entre os básicos, o principal item exportado, na categoria e na pauta, foi minério de ferro (+176,4%, para US$ 2,7 bilhões). Cresceram também as exportações de minério de cobre (+367,7%, para US$ 145 milhões), milho em grãos (+130,5%, para US$ 401 milhões), soja em grão (+65,5%, para US$ 139 milhões), café em grão (+62,4%, para US$ 588 milhões), carne de frango (+38,9%, para US$ 518 milhões), farelo de soja (+37,2%, para US$ 417 milhões) e petróleo em bruto (+30,9%, para US$ 1,3 bilhão).

Quanto aos semimanufaturados, o aumento ocorreu por conta de óleo de soja em bruto (+233,3%, para US$ 120 milhões), semimanufaturados de ferro/aço (+78,7%, para US$ 302 milhões), açúcar em bruto (+61,2%, para US$ 1,2 bilhão), ferro fundido (+55,1%, para US$ 76 milhões), ouro em forma semimanufaturada (+33,1%, para US$ 197 milhões), ferro-ligas (+29,9%, para US$ 200 milhões), celulose (+24,5%, para US$ 401 milhões) e couros e peles (+20,2%, para US$ 137 milhões).

Importantes produtos da pauta de exportação apresentaram elevação de preços, na comparação novembro-2010/2009, com destaque para os seguintes: minério de ferro (+144,9%), milho (+37,1%), carne bovina (+35,8%), café em grão (+34,3%), celulose (+31,4%), suco de laranja (+30,1%), carne suína (+26,7%), alumínio (+25,4%), açúcar refinado (+23,6%), óleo de soja em bruto (+22,6%), algodão (+17,5%), açúcar em bruto (+16,5%), semimanufaturados de ferro/aço (+16,0%), carne de frango (+15,2%), laminados planos (+13,7%), etanol (+11,5%) e petróleo (+11,0%).


Destaques da Importação de Novembro 2010



No mês, cresceram as importações de todas as categorias de produtos: combustíveis e lubrificantes (+70,6%), bens de consumo (+41,1%), matérias-primas e intermediários (+40,8%) e bens de capital (+39,8%).


No grupo dos combustíveis e lubrificantes, o crescimento ocorreu principalmente pelo aumento de preço e quantidade de óleo diesel, carvão e gás.

No segmento de matérias-primas e intermediários, aumentaram as aquisições de produtos minerais, matérias-primas para agricultura, produtos agropecuários não alimentícios, acessórios de equipamentos de transporte, químicos/farmacêuticos, produtos alimentícios primários e partes e peças de produtos intermediários.



No segmento bens de consumo, os principais crescimentos foram observados nas importações de móveis, máquinas e aparelhos para uso doméstico, vestuário, produtos de toucador, automóveis, objetos de adorno e produtos alimentícios.

Com relação a bens de capital, os itens que mais cresceram foram: equipamento móvel de transporte, acessórios de maquinaria industrial, partes e peças para bens de capital para indústria, maquinaria industrial e máquinas e aparelhos para escritório e científico.



Por mercados fornecedores, na comparação com novembro 2010/2009, ampliaram-se as compras originárias dos principais blocos econômicos, a saber: Oriente Médio (+119,3%, pelo aumento de petróleo e adubos e fertilizantes), Europa Oriental (+81,0%, pelos maiores crescimentos de adubos e fertilizantes e naftas para petroquímica), América Latina e Caribe, exceto Mercosul (+50,7%, por conta de catodos de cobre, gás natural, carvão, veículos automóveis e partes, sulfeto de cobre e químicos orgânicos), Ásia (+50,5%, sendo que da China foi 57,2%, aparelhos eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos, siderúrgicos, veículos automóveis e partes, obras de ferro/aço e adubos e fertilizantes), Estados Unidos (+49,9%, principalmente, máquinas e equipamentos, óleo diesel, carvão, químicos orgânicos, aparelhos eletroeletrônicos, plásticos e obras e aeronaves e partes), União Européia (+35,1%, por conta de máquinas e equipamentos, veículos automóveis e partes, aparelhos eletroeletrônicos, químicos orgânicos e farmacêuticos), Mercosul (+34,4%, sendo que da Argentina foi 24,1%, veículos automóveis e partes, naftas para petroquímica e plásticos e obras) e África (+18,0%, pelo aumento de petróleo e adubos e fertilizantes).

Em termos de países, os cinco principais fornecedores foram: 1º) China (US$ 2,645 bilhões), 2º) Estados Unidos (US$ 2,578 bilhões), 3º) Argentina (US$ 1,318 bilhão), 4º) Alemanha (US$ 1,209 bilhão) e 5º) Japão (US$ 767 milhões).








Período

Dias
Úteis

EXPORTAÇÃO

IMPORTAÇÃO

SALDO

Valor

Média
p/dia útil

Valor

Média
p/dia útil
1ª semana (1 a 7)
4
3205
801,2
2776
694
429
2ª semana (8 a 14)
5
5635
1127
4739
947,8
896
3ª semana (15 a 21)
4
3268
817
3931
982,8
-663
4ª semana (22 a 28)
5
4212
842,4
4163
832,6
49
5ª semana (29 a 30)
2
1368
684
1767
883,5
-399
Total
20
17688
884,4
17376
868,8
312
NOVEMVRO/2010: 20 dias úteis. Fonte: Siscomex

Fonte: MDIC

Blocos Econômicos




 NAFTA: O NAFTA (North American Free Trade Área) é uma zona de livre comércio entre os países da América do Norte: Estados Unidos, Canadá e México. No caso de formação de uma união aduaneira hemisférica em 2005 (ALCA) os países do NAFTA também serão incluídos nela, tanto que já participam das negociações. Decorridos pouco mais de cinco anos de sua implementação, o intercâmbio comercial entre os países aumentou o que significa o aumento do saldo de suas balanças comerciais, especialmente no caso do México.


 UE: A Europa dos 27
A União Européia é resultado de uma tentativa bem sucedida de integração de países ocorrida na segunda metade do século XX. Teve seu início em 1951, quando seis Nações devastadas pela guerra decidiram unir suas matérias-primas industriais de carvão e de aço para evitar a guerra entre elas.


 ALCA: A ALCA (Área de Livre Comércio das Américas) é uma propostados EUA de integração comercial que, se concluída, abrangerá todos os países das Américas, com exceção de Cuba. Os países-membros da ALCA terão, entre si, preferências tarifárias. O objetivo é que as tarifas para o comércio intrabloco sejam reduzidas até que fiquem zeradas, facilitando o fluxo de bens e serviços na região. 


 CAN: A Comunidade Andina (CAN) é uma organização subregional com personalidade jurídica internacional composta por: Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. Os cinco países têm mais de 111 milhões de habitantes e PIB de US$ 270 bilhões em 1999. O principal objetivo da CAN é contribuir para o desenvolvimento da região mediante a integração econômica e social dos países membros e a gradual formação de um mercado comum latino-americano.


 ALADI: A Aladi (Associação Latino-Americana de Integração) é uma organização intergovernamental cujo objetivo é promover a expansão da integração regional e a constituição de um mercado comum, contribuindo assim para o desenvolvimento econômico e social.


 MERCOSUL: O Mercado Comum do Sul (Mercosul) é um amplo projeto de integração concebido pela Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Envolve dimensões econômicas, políticas e sociais, o que se pode inferir da diversidade de órgãos que ora o compõe, os quais cuidam de temas tão variados que vão da agricultura familiar a temas como cinema, por exemplo. No aspecto econômico, o Mercosul assume, hoje, o caráter de União Aduaneira, mas propósito é constituir-se em verdadeiro Mercado Comum, seguindo os objetivos estabelecidos no Tratado de Assunção, por meio do qual o bloco foi constituído, em 1991. 


Laércio Vieira Pereira

BUROCRACIA - Para exportar, responda a 935 informações



Burocracia de 14 ministérios exige 112 documentos de navios.




       As vésperas da segunda década do século XXI, o sistema portuário brasileiro ainda está encalhado na burocracia e no atraso tecnológico. E a tendência é que isso continue nos próximos anos. Com 95% do comércio exterior realizados por navios, o país não conseguiu ainda harmonizar o trabalho burocrático de 14 ministérios que atuam nos portos e não abrem mão de seu poder.

      Segundo a Secretaria Especial de Portos (SEP), são exigidos de todos os navios que embarcam e desembarcam no país uma média de 112 documentos, que somam 935 informações diferentes, muitas vezes preenchidas em diversas vias e em duplicidade para órgãos diferentes.

      Para tentar desatar esse nó, o governo começou a implantação do projeto Porto Sem Papel, cujo principal objetivo é eliminar a necessidade dessa montanha diária de papéis. Só no Porto de Santos, o maior do país, são 3.773.800 folhas de papel anualmente, cujo peso chega a 17,4 toneladas, segundo estimativa do Sistema Federal de Processamento de Dados (Serpro).

      Na quarta-feira passada, o projeto foi apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como uma solução para começar a dar cabo da burocracia.

      - Não adianta fazermos um amplo projeto de dragagem e modernizar os terminais sem a desburocratização do fluxo de comércio exterior - admite o ministro da SEP, Pedro Brito.

      Foi em Santos que começou o trabalho, em abril. Na semana passada, ocorreu um curso para os agentes portuários para mostrar como serão reunidas, em um único portal, todas as informações exigidas por seis órgãos públicos que atuam permanentemente em todos os portos: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério da Agricultura, Polícia Federal, Marinha, autoridades portuárias, Receita Federal. Com o tempo, o sistema deve abranger outros órgãos federais, cuja presença no porto é eventual.

      Desde maio, trabalho semelhante está sendo feito no Porto de Vitória e, em setembro, começará no Porto do Rio. Em 2011, a meta é implantá-lo nos demais 23 portos. Quando estiver funcionando em velocidade de cruzeiro, a partir de 2011, a SEP estima que o tempo de espera de um navio nos portos brasileiros poderá cair cerca de 25%. Assim, a média de espera de um navio para ter seus trâmites liberados pode sair do patamar de 5,4 dias - de acordo com levantamento do Banco Mundial - e chegar a três dias.

      Só em 2022, trâmite levará um dia e meio.

      Na Finlândia, esse tempo é de menos de um dia, no Chile está em 1,32 dia e na Alemanha, 1,57 dia. Para reduzir mais esse prazo - o governo quer chegar a 1,5 dia em 2022 - será preciso convencer os órgãos públicos a reduzir de vez a burocracia. O Porto Sem Papel demorou dois anos para ser implementado - foi formalizado por decreto em março de 2008. A etapa mais difícil foi fechar parcerias com seis principais órgãos federais que atuam nos portos.

      - O sistema não faz com que os órgãos troquem informações entre si, mas permite que o usuário trabalhe com apenas uma base de dados - explica o diretor do Departamento de Sistemas de Informações Portuárias, Luiz Fernando Resano.

      Um exemplo da burocracia: ao aportar no país, a tripulação de um navio precisa se identificar para o Comando da Marinha, para a Polícia Federal, para a Anvisa, além de repassar para a Receita Federal a declaração de bagagem desacompanhada. Agora, basta colocar os dados uma vez no sistema.

      O projeto prevê um banco de dados digital único, que permitirá que as informações inseridas possam ser distribuídas aos programas aduaneiros e de fiscalização de cada agente, evitando repetição na transmissão. A iniciativa é elogiada por todos os usuários do sistema, como o primeiro passo para pôr fim a esse entrave.

      - É algo muito importante, é um início. Mas a burocracia não quer perder poder e seu direito de carimbar - alerta o presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli.

      O diretor de Portos da Log In Logística Intermodal, Claudio Loureiro, também elogia o programa, e lembra que a burocracia atrapalha até a navegação de cabotagem, entre portos brasileiros. Segundo ele, uma carga que sai de Salvador para o Rio, por exemplo, é obrigada a passar pela alfândega e ser vistoriada pela Anvisa, como se viesse do exterior. O Porto Sem Papel não deve eliminar esse problema.

      É para o bolso dos consumidores que vai a conta de tanta burocracia. É o que ressalta o presidente da Federação Nacional das Agências de Navegação (Fenamar), Glen Gordon Findlay: - Esse aumento de custos é repassado pelo armador e acaba chegando ao consumidor final, que pagará mais caro pelo importado.

      O presidente do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Rio, Milton Ferreira Tito, elogia o Porto Sem Papel. Afirma que o texto reduz a burocracia, mas não acaba com ela.

      Uma pesquisa feita pelo professor Manoel Reis, do Centro de Excelência em Logística da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas, mostra que a burocracia foi apontada como o segundo maior nível de impacto na competitividade das exportações brasileiras, atrás das taxas de juros.

Fonte: O Globo/Gustavo Paul

BRASIL - Comércio exterior precisa de Ministério





Desde meados de 2000 vimos solicitando a criação do nosso Mincex - Ministério do Comércio Exterior

     Ou quiçá, conforme o pedido de alguns colegas, um Ministério do Comércio Exterior e Logística. A sigla poderia ser Mincelog, embora isso se pareça mais com nome de medicamento. O que seria bom, quem sabe - um remédio para esses assuntos.

      No início da década, acreditávamos que o atual MDIC - Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - sofreria essa transformação. Em especial, porque a Camex tinha um excelente secretário-executivo para a posição. Entendíamos que o país caminhava, célere e inexoravelmente, para isso, que o status de ministério era apenas uma questão de tempo. O MDIC deixaria esta parte internacional, trabalhando em conjunto, claro, com o novo ministério.

      Mas nos decepcionamos uma vez mais. E no início de 2003, sofremos nova decepção. Achamos que, de novo, o trem da história foi perdido. E, pior, em plena estação. Nomeamos para o ministério uma figura de peso do comércio exterior. De quebra, criamos uma montanha de novos ministérios. Mesmo assim, o comércio exterior e a logística continuaram no limbo, sempre como atividade marginal.

      Voltamos ao assunto agora por várias razões. Uma é que vamos ter em breve um novo governo e, quem sabe, possamos influir na formação do próximo ministério. Também temos a atual situação do retrocesso no comércio exterior brasileiro, sobre o qual muita tinta, papel e tela têm sido gastos. Em 2009, voltamos a 1974. Retornamos à situação de exportadores de produtos primários, simples fornecedores de matéria-prima. Não bastasse isso, ainda vendemos minério de ferro aos chineses - e importamos trilhos deles, pagando várias vezes mais. Seria cômico, não fosse trágico, conforme o popular ditado.

      Nossa participação no comércio mundial continua aquém das reais potencialidades do País. Continuamos, como sempre, representando cerca de 1% na corrente de comércio das transações internacionais - nossa exportação, com cerca de 1,2%. Lembramos que já tivemos dias mais gloriosos, com 2,37% na exportação, em 1950. Aqui também regredimos à metade. Ou seja, estamos em época de retrocesso. Também em relação ao nosso PIB - Produto Interno Bruto -, o comércio exterior representa menos de 20%.

      O mundo transaciona cerca de 50% do PIB mundial.

      Alguém poderia indagar o que representaria esse novo ministério e como ele poderia ajudar o País. Entendemos que ele pode centralizar todas as ações relativas ao comércio exterior, de modo a se ter uniformidade no trato da matéria. Acabar com a questão de cada personagem puxar a brasa para a sua sardinha - como se o comércio exterior fosse feito por partes e não como um todo, onde o que interessa é o país e o bem-estar da sua população.

      Mas não pensemos que o assunto estará resolvido apenas criando-se um novo ministério. Obviamente não, e, na realidade, ai é que começa o grande trabalho. É preciso aglutinar todas as cabeças debaixo desse único chapéu. Traduzir o esforço burocrático empreendido e conseguido, em ações efetivas de exportação e importação.

      É preciso que saiamos da humilhante posição de uma das piores relações mundiais de comércio exterior, conforme já citado. O Brasil precisa assumir, finalmente, um posicionamento coerente com seu tamanho, com suas potencialidades, com seus recursos naturais e com seu imenso território, o maior do planeta em termos agricultáveis.

      Portanto, prezados "fazedores" do nosso comércio exterior, novo governante, empresários brasileiros - estes os verdadeiros artífices da produção, exportação e importação, e ninguém pode esquecer de que quem faz é a empresa, o empresário, e não o governo - vamos todos entrar em uma nova era. Vamos acompanhar em breve um novo governo e uma nova década que se inicia.

      É mister a criação desse novo ministério. E a aglutinação dos mais de 300 órgãos, de acordo com estudos feitos e divulgados no início dessa década, envolvidos no comércio exterior. Que o nosso país comece a ter de fato uma política para a área. Que tenhamos uma lei única de comércio exterior, como muito se fala e nunca se faz.

      Resumindo, precisamos ter, finalmente, os olhos voltados para esta importante área do desenvolvimento. É necessário criarmos uma cultura na área, e isso nós não temos. Tudo é feito de improviso, de modo não planejado. As coisas vão apenas acontecendo. Isso tem de mudar radicalmente. A criação de um plano de desenvolvimento dará as diretrizes necessárias para o futuro e a ações que tornem o país um player de peso nas relações e trocas internacionais.

Fonte: Global21/IMPE


sábado, 11 de dezembro de 2010

Dimof: Receita Federal passa a exigir informações sobre operações cambiais


Somente em 2008 o volume de recursos movimentados superaram U$1,2 trilhão
A Receita Federal do Brasil (RFB) publicou no Diário Oficial da União de 03 de dezembro de 2.010 a IN RFB nº 1092/2010 que torna obrigatório o fornecimento de dados sobre operações cambiais na Declaração de Informações sobre Movimentação Financeira (Dimof).


A partir de agora o fisco vai exigir também informações relativas às: 

ü    Aquisições de moeda estrangeira; 

ü    Conversões de moeda estrangeira em moeda nacional e;  

ü    Transferências de moedas estrangeiras para o exterior. 


A importância desses registros para o fisco está relacionada ao conjunto de tributos que incidem sobre essas operações (IRRF, Cide–Remessa, IOF Câmbio, PIS Pasep – Importação, Cofins – Importação) bem como ao volume de recursos movimentados, que em 2008 somaram mais de R$ 1,2 trilhão.  


A Dimof, que é exigida pela Receita desde 2008, traz informações sobre as operações financeiras efetuadas pelos usuários bancários. A apresentação do documento já é obrigatória para os bancos, cooperativas de crédito e associações de poupança e empréstimo e com as novas regras passa a ser obrigatória também para as demais instituições que operem com câmbio.
  

Prazos de Entrega

A declaração é apresentada semestralmente, em meio digital, mediante a utilização de aplicativo disponibilizado na página da Receita, obedecendo os seguintes prazos: em relação ao período de janeiro a junho, até o último dia útil de agosto; em relação ao período de julho a dezembro, até o último dia útil de fevereiro do ano seguinte.


Fonte: 
Ministério da Fazenda
Secretaria da Receita Federal do Brasil
Assessoria de Comunicação Social - Ascom - RFB

terça-feira, 16 de novembro de 2010

TEORIA CLÁSSICA DA ADMINISTRAÇÃO




TEORIA CLÁSSICA

Os aspectos organizacionais são analisados de cima para baixo (da direção, para execução) e do todo para as partes (da síntese para a análise), exatamente ao contrário da abordagem da administração científica.
Os objetivos tanto da Administração Científica quanto da Teoria Clássica são os mesmo: a busca da eficiência das organizações.

SEGUNDO FAYOL A EMPRESA TINHA 6 FUNÇÕES BÁSICAS:

1. Funções Técnicas: relacionadas com a produção de bens ou de serviços da empresa.

2. Funções Comerciais: relacionadas com a compra, venda e permutação.

3. Funções Financeiras: relacionadas com a procura e gerência de capitais.

4. Funções de Segurança: relacionadas com a proteção e preservação dos bens e das pessoas.

5. Funções Contábeis: relacionadas com inventários, registros, balanços, custos e estatísticas.

6. Funções Administrativas: coordenam e sincronizam as demais funções.

CONCEITO DE ADMINISTRAÇÃO

As funções universais da Administração são:

Prever: envolve avaliação do futuro e aprovisionamento em funções dele. Unidade, continuidade, flexibilidade e apreciação são os aspectos principais de um plano de ação.

Organizar: Proporciona todas as coisas úteis ao funcionamento da empresa e pode ser dividida em organização material e organização social.

Comandar: Leva a organização a funcionar. Seu objetivo é alcançar o máximo retorno de todos os empregados no interesse dos aspectos globais.

FUNÇÕES UNIVERSAIS

As funções universais da Administração são:

Coordenar: Harmoniza todas as atividades do negócio, facilitando seu trabalho e seu sucesso. Ela sincroniza coisas e ações em suas proporções certas e adapta os meios aos fins.

Controlar: Consiste na verificação para certificar se todas as coisas ocorrem em conformidade com o plano adotado, as instruções transmitidas e os princípios estabelecidos. O objetivo é localizar as fraquezas e os erros no sentido de retificá-los e prevenir a recorrência.

DIFERENÇA ENTRE A ADMINISTRAÇÃO E ORGANIZAÇÃO

A Administração é o todo do qual a organização é uma das partes.

A organização pode ser usada com dois significados distintos:

1. Organização como na unidade ou entidade social, na qual as pessoas interagem entre si para alcançar objetivos específicos. Ex.: A empresa. Pode ser formal ou informal.
    2. Organização como função administrativa e parte do processo administrativo (como a previsão, o comando, a coordenação e o controle) neste sentido organização significa atos de organizar e estruturar.

    PRICÍPIOS GERAIS DE ADMINISTRAÇÃO

    1. Divisão do trabalho: Consiste na especialização das tarefas e das pessoas para aumentar a eficiência.

    2. Autoridade e responsabilidade: Autoridade é o direito de dar ordens e o poder de esperar obediência. A responsabilidade é uma conseqüência natural da autoridade e significa o dever de prestar contas. Ambas devem estar equilibradas entre si.

    3. Disciplina: Depende da obediência, aplicação, energia, comportamento e respeito aos acordos estabelecidos.

    4. Unidade de comando: Cada empregado deve receber ordens apenas de um superior. É o princípio da autoridade única.

    5. Unidade de direção: Uma cabeça e um plano para cada conjunto de atividades que tenham o mesmo objetivo.

    6. Subordinação dos interesses individuais aos gerais: Os interesses gerais da empresa devem sobrepor-se aos interesses particulares das pessoas.

    7. Remuneração do pessoal: Deve haver justa e garantida satisfação para os empregados e para a organização em termos de retribuição.

    8. Centralização: Refere-se à concentração da autoridade no topo da hierarquia da organização.

    9. Cadeia escalar: É a linha de autoridade que vai do escalão mais alto ao mais baixo em função do princípio do comando.

    10. Ordem: Um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar. É a ordem material e humana.

    11. Equidade: Amabilidade e justiça para alcançar a lealdade do pessoal.

    12. Estabilidade pessoal: A rotatividade do pessoal é prejudicial para a eficiência da organização. Quanto mais tempo uma pessoa permanecer no cargo, tanto melhor para a empresa.

    13. Iniciativa: a capacidade de visualizar um plano e assegurar pessoalmente o seu sucesso.

    14. Espírito de equipe: A harmonia entre as pessoas são grandes forças para a organização.

    CONCLUSÕES SOBRE A CAPACIDADE DAS PESSOAS

    1. A capacidade principal de um operário é a capacidade técnica.

    2. A medida que se eleva na escala hierárquica, a importância relativa da capacidade administrativa aumenta, enquanto a capacidade técnica diminue.

    3. A capacidade principal do diretor é a capacidade administrativa. Quanto mais elevado o nível hierárquico do diretor, mais essa capacidade domina.

    TEORIA DA ADMINISTRAÇÃO

    Jules Henri Fayol 

    1. Administração como Ciência

    Fayol afirma a necessidade de um ensino organizado e metodológico da Administração, de caráter geral para formar administradores, a partir de suas aptidões e qualidades pessoais. Em sua época, essa idéia era uma novidade.

    2. Teoria da Organização

    A Teoria Clássica concebe a organização como se fosse uma estrutura, forma e disposição das partes que a constituem, além do inter-relacionamento entre as partes.

    3. Divisão do Trabalho e Especialização

    “A divisão do trabalho constitui a base da organização; na verdade, é a própria razão da organização.”

    A divisão do trabalho conduz à especialização e à diferenciação das tarefas.

    A Teoria Clássica ao contrário da Administração Científica se preocupa com a divisão no nível dos órgãos que compõem a organização, isto é, com os departamentos, divisões, seções e unidades.

    A divisão do trabalho pode se dar em duas direções:

    1. Verticalmente, segundo os níveis de autoridade e responsabilidade. Esta aumenta à medida que se sobe a hierarquia da Organização.

    2. Horizontalmente, segundo os diferentes tipos de atividades desenvolvidas na organização. Num mesmo nível hierárquico, cada departamento passa a ser responsável por uma atividade específica e própria.

    4. Coordenação

    Fayol incluirá a coordenação como um dos elementos da Administração, enquanto outros autores clássicos a incluem nos Princípios de Administração.

    A coordenação indica que há um alvo ou objetivo a alcançar e que deve guiar os atos de todos. A pressuposição básica era de que quanto maior a organização e quanto maior a divisão do trabalho, tanto maior será a necessidade de coordenação, para assegurar a eficiência da organização como um todo.

    5. Conceito de Linha e Staff

    Fayol dava a preferência pela organização linear, que constitui um dos tipos mais simples de organização. A organização linear se baseia nos princípios de:

    1. Unidade de comando e supervisão técnica;

    2. Unidade de direção;

    3. Centralização da autoridade;

    4. Cadeia escalar.

    6. Organização Linear

    Origem: Antigos exércitos e na organização eclesiásticas nos tempos medievais.

    A organização Linear é um tipo de estrutura que apresenta uma forma piramidal.

    Supervisão linear, baseada na unidade de comando e que é o oposto da supervisão funcional proposta pela Administração Científica.

    Autoridade:
    -De linha;
    -De Staff;

    ELEMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO

    Elementos da Administração para Urwick

    As funções do Administrador, são sete:

    - Investigação;

    - Previsão;

    - Planejamento;

    - Organização;

    - Coordenação;

    - Comando;

    - Controle.

    Elementos da Administração para Gulick

    É considerado o autor mais erudito da Teoria Clássica. Propõe sete elementos da Administração:

    - Planejamento;

    - Organização;

    - Assessoria;

    - Direção;

    - Coordenação;

    - Informação;

    - Orçamento.


    Fonte: Jules Henri Fayol (1841-1925)

    sexta-feira, 12 de novembro de 2010

    EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS


    Cinquenta munícipios respondem por 

    quase 60% das exportações brasileiras


    Um total de 50 municípios brasileiros, ou menos de 1% do total do país, responderam por aproximadamente 60% das exportações brasileiras nos primeiros dez meses deste ano, quando o país vendeu ao exterior o equivalente a US$ 163,309 bilhões.

    O volume exportado por esses 50 municípios somou US$ 96,140 bilhões (58,8% da cifra total). Segundo as estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o município com maior cifra de vendas ao exterior foi Angra dos Reis (RJ), com exportações de US$ 6,894 bilhões no período de janeiro a outubro deste ano.

    Em segundo lugar, Parauapebas (PA) teve US$ 6,120 bilhões em exportações, ainda conforme o Ministério. São Paulo surge em terceiro lugar, com exportações de US$ 5,186 bilhões, seguido por Itabira (MG), com US$ 4,737 bilhões e Santos (SP), com US$ 4,107 bilhões.

    Na ponta inversa, São Paulo foi o município com o maior volume de importações (US$ 11,4 bilhões). Em segundo lugar veio Manaus (US$ 9,2 bilhões) e logo em seguida, o Rio de Janeiro, com US$ 5,7 bilhões.


    ESTADOS


    O Estado com o maior volume de exportações no período de janeiro a outubro foi São Paulo, com embarques de US$ 42,4 bilhões, seguido por Minas Gerais (US$ 24,9 bilhões), Rio de Janeiro (US$ 14,8 bilhões), Rio Grande do Sul (US$ 12,9 bilhões) e Paraná (US$ 11,8 bilhões).

    Em termos de importações, São Paulo volta a aparecer no topo da lista, com um volume de US$ 55,7 bilhões) em compras externas. Na segunda posição vem o Rio de Janeiro (US$ 13,6 bilhões), Paraná (US$ 11,3 bilhões) e Rio Grande do Sul (US$ 109, bilhões).


    Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

    sábado, 6 de novembro de 2010

    Carta de Despedida

    Osmar Marcon


    Carta de despedida ao meu bom e velho amigo, um irmão.


    Nos conhecemos há quase 30 anos e nunca tivemos oportunidade para uma conversa franca sobre nossas convicções a respeito dos valores e ideais humanos.

    Não pude lhe fazer uma visita pessoal, o que muito me aborrece, e creio que seja este momento de tanta dificuldade, uma oportunidade para registrar algumas palavras.

    Considero você umas das raras pessoas que conheci ao longo dos anos, por quem eu guardo o mais profundo respeito e admiração. Que representa para mim um símbolo de bom caráter, integridade, ética, amizade, equilíbrio, bom senso e força.

    Muitas foram as orações clamando por ajuda para que a sua saúde fosse restabelecida, e para que você tivesse discernimento, fé e determinação perante a provação.

    Pedi nas preces que você lutasse, que buscasse a força dentro de si, que tivesse fé, que confiasse nos desígnios de Deus que é justo e soberano sobre todas as coisas.

    Pedi também para que você não desistisse de tentar todas as alternativas que surgissem, e que continuasse sendo a pessoa perseverante e determinada que sempre foi na vida, mais ainda agora perante este desafio, buscando e aceitando ajuda, acreditando!
     
    Eu quis estar pessoalmente para dar-lhe um abraço, mas registro aqui toda a força de energias positivas em fé e oração.

    Você que sempre plantou boas sementes, vai colher bons frutos.

    Peço que Deus misericordioso e bondoso, na sua infinita sabedoria, olhe com especial atenção para você, que mande uma legião de anjos para ficarem de plantão ao seu lado, que abrandem e encham o seu coração de confiança, e tragam paz para a sua mente, seu corpo e o seu espírito. Que a sua fé seja grandiosa assim você o é.

    Sua presença entre nós vai fazer muita falta, mas a missão para a qual você foi chamado está acima de tudo porque é o destino das pessoas de bem, ajudar a todos que precisam.

    Tenho certeza que o seu chamado para o mundo celestial foi uma promoção, merecida e justa, para que você continue o seu trabalho do bem.

    Um forte abraço onde quer que você esteja!

     Laércio Vieira Pereira